DÍZIMO, PRÁTICA EDUCADORA

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DÍZIMO, PRÁTICA EDUCADORA

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Anunciar a Boa Nova é vivenciar valores e princípios capazes de transformar o individualismo em fraternidade, o egoísmo em solidariedade, o acúmulo de bens em partilha, o que é injusto em justo. A prática da partilha é uma dessas vivências que educam na fé e transformam o indivíduo e o mundo à sua volta.

Padres devem falar sobre o dízimo em suas comunidades?

Não devem apenas falar, mas, principalmente, vivenciar a partilha na comunidade. Padre, o pai espiritual, é também responsável pela educação na fé e para a fé dos fiéis na comunidade cristã. Muitos dizem: não gosto de falar em dinheiro… O dízimo não pode ser reduzido à simples prática de devolver dinheiro na comunidade, aliás, só conseguem devolver o dízimo aqueles que já empreenderam a longa jornada da educação na fé.

O ensino sobre a devolução do dízimo deve, primeiramente, iluminar a longa jornada de dentro para fora de cada cristão com os valores e princípios transformadores: O amor, a igualdade, a fraternidade, a solidariedade, a partilha, a compaixão, a paciência, a bondade, a generosidade etc. Mas, podemos correr o risco de apenas conceituarmos essas palavras não oportunizando a vivência, essencial para uma boa educação na fé e para a fé.

Vejamos alguns exemplos:

Dízimo Infantojuvenil – Podemos falar sobre o dízimo e o que ele atende na comunidade para crianças e adolescentes. Contudo, se fizermos uma campanha de brinquedos, e permitirmos que esses brinquedos sejam entregues em instituições carentes, pelos próprios adolescentes e crianças, vamos despertar o valor da solidariedade e da partilha de modo vivencial. Uma vez sinalizado esse caminho com o valor da partilha, tornar-se-á mais fácil a compreensão deles para com a devolução mensal do dízimo na comunidade. Pois entenderão que aquele recurso atenderá um número ainda maior de necessitados.

Dízimo Adulto – A fidelidade dos adultos na devolução do dízimo é maior quando estes se tornam participantes ativos dos afazeres da paróquia. Dar a saber sobre as ações pastorais da paróquia, e atribuir ao dizimista, com gratidão, sua importância no processo evangelizador é educar no reconhecimento e na valorização. Comunique aos fiéis em uma celebração: Somos em nossa paróquia (x) catequistas, valorosos voluntários que promovem o encontro de (x) com Jesus semanalmente. Você dizimista é quem torna essa missão possível. Com sua fidelidade você também realiza a missão de evangelizar crianças e adolescentes.

Organize em sua paróquia uma grande exposição de atividades e resultados. Através de estandes, cada pastoral, movimento ou outros organismos, possam expor seus trabalhos. Assim, os fiéis que forem ao evento poderão saber, quantas pessoas são atendidas, quantos voluntários estão envolvidos na missão. E o mais importante, que em cada um desses estandes tenha uma faixa escrita: Obrigado dizimista por sua participação.

São inúmeras as ações possíveis de realização. Tenho certeza de que o que não falta em sua paróquia é criatividade e excelentes educadores na fé e para a fé. Queridos leitores sacerdotes e agentes de pastorais, evangelizar sobre o dízimo é permitir a mais bela e verdadeira das jornadas humanas.

Trechos do artigo de Aristides Luís Madureira, publicado no jornal “Sou Dizimista” N. 8/2017

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