Um olhar para cruz – Reflexão Pe. Leo Verheyen

Menu

Um olhar para cruz – Reflexão Pe. Leo Verheyen

cruz-quaresma

 

Muitas de nossas cidades, ostentam cruzeiros em morros, têm cruzes nas torres das igrejas; lembrei-me também do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Quantas pessoas usam cruzes penduradas no pescoço; algumas chegam a tatuar cruzes no corpo. Em algumas partes do mundo, é proibido colocar cruzes em público e até mesmo usar cruzes em colares ou cordões, com risco de prisão.

A maior parte dos cristãos usa a Cruz como enfeite e não como sinal de fé e compromisso com o projeto divino. Ontem e também hoje, muitos leigos usam a Cruz para deixar claro que acolhem e vivem de acordo com o Evangelho. Para essa gente, a Cruz não é enfeite; é sinal claro daquilo que ele é — um cristão — e do modo como pensa e vive — de acordo com o Evangelho. O mesmo discurso deve ser aplicado para as famílias. Quando uma família coloca uma Cruz na parede de sua casa, não está colocando ali um sinal supersticioso, mas um sinal da fidelidade ao projeto de Deus; está dizendo que a família vive de acordo com a lógica da Cruz.

No Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus define desse modo a lógica da Cruz: “Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho unigênito para que não morra quem nele crer”. “Para que não morra”. Nesta frase está a finalidade e o sentido último da lógica da Cruz: que o homem e a mulher não morram, mas tenham vida. A lógica da Cruz tem uma finalidade bem clara e precisa: para que o mundo tenha vida de qualidade e para que, cada ser humano tenha vida plena. Por isso, quem traz uma Cruz no seu peito por causa do Evangelho, não vai precisar morrer na Cruz – isso já foi feito por Jesus – mas se compromete com a mesma finalidade da Cruz: para que a vida não morra.

Levando em conta os dois elementos que: (1) a presença do símbolo da Cruz na sociedade e na vida pessoal, que se torna eficaz quando o símbolo é expressão da vida e, (2) a Cruz como expressão máxima do amor divino e com uma finalidade clara, a vida plena e eterna, entendemos dois motivos para realizar essa celebração. O primeiro é ação de graças. Hoje, olhamos para Cruz e agradecemos Deus por nos ter amado tanto a ponto de dar seu Filho para nos salvar, morrendo na Cruz. O outro motivo é avaliar como cada um de nós responde à lógica da Cruz e, de modo mais amplo, como nós – comunidade cristã – respondemos à finalidade da Cruz, mas na ótica divina. “Olharão para aquele que transpassaram” (Jo 19,37), diz Jesus no Evangelho. Hoje, nosso olhar procura a Cruz de Jesus para agradecer e refazer o compromisso; para que a Cruz seja o centro da vida, não como sofrimentos, mas como compromisso em favor da vida no mundo, em particular, em favor da vida do homem e da mulher. Amém!

Qual é o caminho de Jesus! É o caminho de um judeu do século I. o caminho de Jesus é o caminho da esperança que começa com abraão. Jeus se sente responsável pela continuação desta longa historia.

Cre em Jesus é entrar nesta esperança, esperança que é a chegada do reino. Os seres humanos serão chamados a entrar nesta mesma corrente de esperança e participando da formação do reino. O caminho de Jesus é o caminho da pobreza, da ausência de poder. Jesus quis sempre ser tratado como ser humano sem poder.

Jesus não veio para morrer mais enfrentar este mundo com os seus pecados, sem recorrer a violência.

Jesus não quis a cruz. Foram os outros que impuseram.

A cruz foi a consequência da opção pela força de Deus na fraqueza humana. Crê em Jesus é reconhecer a verdade do caminho escolhido por Jesus.

Jesus não quis ser aclamado, aplaudido nem consolado e chorado. Quis ser seguido: Derem um sentido de sacrifício a morte de Jesus na Cruz. Deus não precisa de sacrifícios. Deus não precisa de sacrifícios mais de santidade.

O caminho de Jesus é a cruz. A opção pela cruz não é a opção pelo sofrimento, mas pela luta sem armas. Esta luta faz sofre, o sofrimento não tem valor nenhum. A fé em Jesus crucificado e a veneração desfiou completamente seus sentidos.

Como explicar a presença da Cruz, bancos, supermercados , fabricas , e que não aparece a opção pelo pobre?

Pior, essas cruzes muitas vezes foram abençoadas pela igreja. Quando isso acontece a cruz está sendo manipulada. Quem assim age faz da cruz um objeto magico.

Como imaginar que a cruz possa trazer a prosperidade?  – milhares de escravos foram crucificados e nenhum foi fonte de riqueza e prosperidade.

A teoria do sacrifício serviu para enganar. Se jesus pagou com seu sangue todas as nossas dividas para com Deus.  Podemos agora viver sem constrangimento. Além disso na história a cruz foi usada durante séculos e séculos como símbolos de guerra e imposição. Os cruzados por exemplo exibiam a cruz estampada no peito.

A cruz indica que os discípulos de Jesus são como ele sem poder e sem riquezas. A opção pelos pobres não é para valorizar a pobreza, pelo contrário Jesus partiu da convicção que o reino de deus se faz a partir do pobre e sem poder. O reino de Deus não vem pela violência e pela imposição.

Muitos confundem o cristianismo com o seu oposto, os EUA fazem guerra conquistem o poder para impor a paz , promover a justiça, muitos  acham-se que são enviados de Deus.

Os pobres não podem ter as forças materiais mas eles tem a força de Deus.

323577_2686224559389_1236096888_o

Pe. Leo verheyen – Paróquia Santa Cruz
facebook.com/verheyen.leo