Violência – Pe. Lambert Noben – MO

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Violência – Pe. Lambert Noben – MO

jovemA natureza é maravilhosa; lindas paisagens, flores e frutas, temperaturas agradáveis, pôr do sol, mar e terra, florestas e montanhas, animais e peixes de mil cores e formas. Mas esta natureza maravilhosa as vezes se torna violenta; tempestades no mar e no deserto, nevascas, enchentes, incêndios florestais, terremotos e tsunamis, vulcões em erupção, frio e calor exagerado.

A natureza tem suas leis que se aplicam cegamente e não perdoam nunca. Cabe a nós respeitar, estudar e conhecer estas leis e como diz o livre Gênesis, dominar a terra. A natureza tenta sempre se recompor, se recuperar, e após cada tempestade vem a bonança. Outra violência muito pior é aquela produzida pelo homem, aquela que brota de nosso coração orgulhoso e egoísta. A agressão do mais forte sobre o mais fraco.

A pior violência é a desigualdade, onde se usa a força para sujeitar, oprimir e explorar seu irmão a quem a gente deveria amar, respeitar e promover. O Papa Francisco tem avisado sobre a desigualdade social e nos avisa que se continuamos aumentando a pobreza das multidões, não haverá spray de pimenta nem armas que irão conter as multidões famintas.

Os ricos, políticos e traficantes, classe alta e burgueses usam todos os meios para defender e proteger suas fortunas mal adquiridas contra as multidões de pobres e exploradas e estes farão qualquer coisa para adquirir pelo menos o mínimo vital para sobreviver. Esta guerra só aumenta. Os capitalistas chamam o exército, não para manter a ordem, mas para calar a boca dos pobres e famintos e assim proteger suas riquezas e fortunas mal adquiridas e assim aumenta a espiral da violência, violência da opressão, da repressão que por sua vez provoca aumenta a violência dos oprimidos, dos sem nada, dos descartados.

Os poderosos com seu dinheiro podem construir muros, alugar armas e comprar juízes que pertençam a sua classe social, mas ninguém cala miseráveis que não tem nada a perder.

A campanha da fraternidade vem nos propor outra solução; em vez de colocar nossos jovens soldados na rua para lutar contra nossos pobres, dos quais muitos deles foram oriundos, não seria melhor implantar ajustiça social, parar de explorar os pobres, matar de fome e raiva os velhos e aposentados, construir escolas e hospitais em vez de cadeias, repartir a terra para que as famílias possam plantar, distribuir nossas riquezas aos brasileiros em vez de exporta as para o estrangeiro, tratar todo mundo com justiça e igualdade em vez de perseguir inocentes e proteger criminosos. Afinal ninguém vai levar nada deste mundo e todos voltarão a ser pó devolvendo à terra o que pensam ser seu corpo.

O pior pecado é explorar, oprimir e perseguir o pobre, o fraco, o indefeso. Já no primeiro Testamente este pecado era abominado por Deus e clamava ao céu, porque Deus ouve o clamor de pobre e oprimido. Sabemos que ricos e poderosos não acreditam em Deus porque o deus deles é o seu talão de cheque, mas pelo menos seja um pouco humano. A mentira e a corrupção têm perna curta e a morte é certa.

Texto Escrito pelo Pe. Lambert Noben MO – Padres do Trabalho lambertnoben@gmail.com