Sagrada Familia

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Sagrada Familia

sagrada-familiaA família não é qualquer coisa de qualquer jeito; mas pelo contrário representa duas dimensões divinas, encarnação e visualização do próprio Deus: no dia do casamento, marido e mulher assumem publicamente o compromisso; “eu vou te amar em nome de Deus, com o amor de Deus; assim como Deus quer seu bem, sua realização, seu crescimento humano assim eu vou me esforçar para promover seu bem, sua realização, e seu crescimento humano porque a partir de hoje sou sinal visível e eficaz do próprio Deus”. Em outras palavras eu sou consagrado e habilitado para representar o Deus de amor infinitamente misericordioso e fiel em sua vida, Deus passará através de meu amor, de minha pessoa para amar você e fazer você feliz. Representar o próprio Deus não é fácil e exige uma conversão constante, uma fidelidade ilimitada, uma ternura imensa. Em outras palavras, no dia de seu casamento, você não adquiriu a posse ou a propriedade de uma pessoa, mas você assumiu o compromisso de amar aquela pessoa em nome de Deus, com a ternura e fidelidade do próprio Deus. Deus é uma comunidade de amor: Pai, Filho, e Espírito Santo, pessoas que se amam tão totalmente que dizemos que eles são “totalmente um” quer dizer totalmente unificados de amor. O casal, criado a imagem de Deus comunidade de amor, deve se amar tanto que eles estejam totalmente unificadas porém sem aniquilar a personalidade um do outro.
O casal , pai e mãe tem juntas outra missão: ser sinal visível e eficaz de Deus criador, Deus Pai e Mãe, gerando e educando seus filhos em nome de Deus reproduzindo a paternidade e maternidade de nós com imenso amor, com bondade fiel, educando-nos para a liberdade responsável que deve conduzir-nos à felicidade verdadeira, profunda e eterna.
Tanto a vida conjugal, ser sinal visível e eficaz de Deus amor fiel para seu cônjuge, quanto juntos serem sinal visível e eficaz do amor paterno-materno de Deus não é fácil, é uma imensa honra e dignidade, mas também uma imensa responsabilidade, porque Deus é amor e por isso devemos aperfeiçoar nossa capacidade de amar gratuitamente como Deus ama.
Infelizmente muitas famílias não conhecem o que é o amor: “querer o bem da pessoa amada”, e por isso reduzem tanto a vida conjugal quanto a paternidade a uma atividade sexual erótica onde não existe amor altruísta nem ao cônjuge nem ao filho. Para quantas pessoas a vida conjugal consiste apenas em usar o outro como um objeto de prazer e de posse para me satisfazer e os filhos são muitas vezes a conseqüência indesejada desta atividade sexual de uso e de posse. Por isso, a única maneira de restabelecer a vida familiar em toda sua grandeza e beleza divina é reaprender a amar de verdade, amar como Deus ama, gratuitamente querendo apenas o bem verdadeiro da pessoa amada pela qual um dia nos responsabilizamos.

Autor: Pe. Lambert Noben – lambertnoben@gmail.com