Violência contra a mulher, um atraso mental!

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Violência contra a mulher, um atraso mental!

maoA violência contra a mulher continua sendo um dos maiores sinais de atraso mental, de machismo, de subdesenvolvimento mental e humano. No Iran, enterra-se mulher com a metade do corpo para depois apedreja-la, são mais de cem casos num ano só. Nas guerras étnicas se estupra tudo quanto é mulher que veem pela frente, enquanto nas nossas casas mulheres sofrem tortura permanente na mão de pessoas ignorantes, alcóolatras, machistas e mal amadas. Até para tratar de cachorros o corpo de mulher é usado.
Desde criança eu aprendi que numa mulher não se bate, nem com uma flor. A mulher é a expressão máxima da ternura de Deus. Todo o corpo e todo o espírito dela é feita para amar e para gerar, para proteger e acariciar vida. Por que será então que tantos homens, em vez de desfrutar desta ternura, desta imensa capacidade de amar, usam brutalidade, tortura mental e física para aniquilar e destriur a mulher? Parece que existe um desejo imenso de dominar e de subjulgar, de escravizar aquela que pretendem amar.
Será que muitos homens tem complexo de inferioridade, se sentem indignos e incapazes de conviver harnoniosamente com uma mulher, e por isso a pisam e pisoteiam? Se a mulher é submissa, quase escrava, eles a desprezam; se ela tem personalidade, eles tentam quebrá-la, usando a força bruta e a ignorância.
Hoje, temos a lei “Maria da Penha”, onde a mulher pode denunciar os maus tratos, mas muitas vezes, os próprios juízes são machões, e de todo jeito, a mulher tem que voltar para casa, porque não tem onde ficar nem como sobreviver, e aí, voltando a casa, vem o castigo, o ódio e a vingança em dobro.
Na medida em que nosso povo perde os valores cristãos de justiça e de mansidão, de ternura e de respeito pelo pequeno e fraco, perde a noção de amor, ternura e doação. À medida que a própria sociedade capitalista desvaloriza a pessoa e a vida, promovendo o lucro exorbitante, a violência toma conta da vida e também da vida familiar.
Toda a bíblia prega o respeito à pessoa humana mais fraca, um dos piores pecados é a injustiça contra os indefesos, as viúvas e os órfãos. Infelizmente, os valores do evangelho ainda não fermentaram a vida do dia a dia, o respeito pelo mais fraco. Nós ainda vivemos a “lei da floresta, a lei do mais forte, do mais violento, a lei do opressor”. A conversão cristã, pelo contrário, é o mais forte usar sua força para sustentar o mais fraco, é a gente se amansar a si mesmo em vez de querer amansar o outro. É lembrar que não somos donos de ninguém e não podemos escravizar quem quer que seja, podemos apenas amar, quer dizer, promover o bem estar, o crescimento integral e a realização do outro. Enquanto não entendermos isso, não somos cristãos, e o fermento do evangelho não transformou nossa convivência humana.

Texto do informativo “O Precursor” nº 323 da Paróquia São João Batista

Pe. Lambert Noben – lambertnoben@gmail.com